Há evidência científica crescente sugerindo que o que comemos e bebemos afecta o desempenho mental e físico; setenta e cinco por cento do peso do nosso cérebro é água e se nos desidratamos em demasia o cérebro também se desidrata, condicionando as suas funções.
Os estudos científicos comprovam a influência negativa da desidratação no desempenho cognitivo (raciocínio, concentração, tomada de decisões, etc.), e também sugerem que capacidades cognitivas particulares e o humor são influenciadas positivamente pelo consumo de água.
O impacte da desidratação na cognição e no humor são particularmente relevantes para aqueles que têm uma fraca regulação dos líquidos, tais como as crianças e os idosos.
Muitos estudos científicos que procuraram estudar a relação entre desidratação e desempenho cognitivo e/ou humor, tanto em crianças em idade escolar, como em estudantes universitários, foram conclusivos, evidenciando uma
relação positiva entre consumo adicional de água (para além daquela que os participantes beberiam) e:
melhor atenção,
melhor humor,
melhor memória visual,
atenção visual mantida,
melhor memória de curto prazo,
melhores funções executivas (por exemplo, melhor desempenho durante exames universitários).
Em síntese, quando maior a desidratação, pior o desempenho cognitivo. Pelo contrário, uma hidratação adequada permite normal desempenho e rendimento intelectual e, portanto, melhor rendimento escolar.
Infelizmente, há muitas crianças, e também adultos e idosos, que se esquecem de a beber ou até a rejeitam mesmo. E b
eber refrigerantes não substitui a ingestão de água, pior do que isso, a ingestão de refrigerante vai acidificar e desmineralizar o nosso corpo, contribuindo para a sua desidratação celular.
E se a água que os consumirmos for alcalina e com propriedades anti-oxidantes, melhor será a hidratação e a eliminação de toxinas, alimentares e emocionais que o corpo tenha acumulado durante o dia.
Manuela Cerejeira
Médica
medicinadavida22@gmail.com